Uma viagem de pesquisa científica/acadêmica que se transformou numa das experiências mais importantes da vida do multifacetado Adilson Ferraz não poderia acontecer em outro lugar na Europa: Paris. Doutorando em Filosofia do Direito, o docente da Faculdade Asces, imergiu um mês inteiro em pesquisas na Universidade Sorbornne e no aperfeiçoamento da língua francesa, como parte integrante de seus estudos acadêmicos. O curioso, é que neste período, o pesquisador se rendeu às habilidades do músico, ganhando o espaço para a promoção de Recital de Piano num dos mais importantes hotéis franceses.

Durante as aulas de conversação numa Escola conveniada à Aliança Francesa, os diálogos que iam das preferências culturais ao cotidiano profissional, foram suficientes para revelar uma habilidade do brasileiro. A informação de que ele era um amante da música e que tocava um dos mais belos instrumentos musicais, o piano, chamou a atenção. E, de pronto, Marilde Pessoa, diretora da Aliança Francesa fez o desafio: Você aceitaria promover um Recital? Oui [Sim], respondeu.

Uma semana após o convite, num dos mais tradicionais hotéis franceses, o Fiap Jean Monnet, Adilson fez um Recital de Piano, com duração de 1h20min, focada nas canções brasileiras: chorinho, samba e forró. Todavia, as músicas clássicas e francesas também estiveram presentes, numa referência ao país que o acolhia.

Sobre a experiência, Ferraz destaca que foi bastante importante, pois representou a uma oportunidade de mostrar na França a cultura brasileira. “Observei pessoas das mais diferentes culturas num mesmo espaço conferindo a música brasileira. Eles vibram com a nossa riqueza artística”, revelou.

No blog Direito e Filosofia (www.asces.edu.br), Adilson postou texto com o título “Janeiro”, que resume um pouco do sentimento dele em relação às saudades de suas reais referências, durante a viagem. Confira:

“Mas basta andar nos principais pontos sem o deslumbre comum ao turista para ver alguns dos problemas sociais que atualmente afligem a Europa: desemprego, imigração ilegal e desordenada, preconceitos de todos os tipos, pobreza, etc. E além de tudo isso, não tem forró, Mestre Vitalino, Alto do Moura, buchada, carne de bode, quanto mais macaxeira e carne de sol… Não que PARRÍ seja ruim, ou que Caruaru seja melhor, ou o contrário. Mas são os vínculos, as amizades verdadeiras, as paixões, que fazem com que nossa vida se torne um paraíso. É interessante como existem aqueles que ainda aqueles que dizem que céu não existe. Bem, se existir, uma coisa é certa, Caruaru é um de seus distritos”.

* Adilson Ferraz é ex-aluno Asces, Professor da Instituição nas disciplinas de Introdução ao Direito 1 e 2, bem como de Filosofia do Direito, nos curso de Direito e de Administração Pública. Ele também é integrante do Coral da Faculdade Asces.