Dois meses depois da morte do lutador de Vale-tudo Ryan gracie, o laudo médico da Polícia Civil, atestou a causa do falecimento do atleta. De acordo com o documento, assinado pelo médico Laércio de Oliveira César, ele morreu por causa da interação entre os medicamentos, alguns deles ministrados pelo psiquiatra Sabino de Farias Neto.

O laudo conclui que o lutador morreu de hipoxemia, que é a diminuição aguda de oxigênio nos glóbulos vermelhos, causada por um edema agudo de pulmão. Isso foi causado pelo colapso do aparelho respiratório e cardíaco. Ainda de acordo o laudo, o coração deixou de funcionar e pulmão também, em decorrência da depressão do sistema nervoso central, que controla esses órgãos.

O médico Laércio de Oliveira alegou que o lutador tinha sido medicado porque apresentava problema psiquiátrico. "O psiquiatra do lutador administrou medicamentos com finalidade de sedar o paciente e eliminar um quadro paranóico", declarou.

Outro fator que influenciou a morte do desportista foi a cocaína. "Por interação medicamentosa, aconteceu a depressão do sistema nervoso central. A droga inicialmente excita sistema nervoso, mas depois se torna potencialmente depressora", concluiu o médico.

Indiciamento
Segundo o delegado Roberto Calaça Vieira, responsável pelo inquérito, o médico deve ser indiciado no artigo 121, que classifica o ocorrido como homicídio culposo. "Se ele não tivesse ingerido todas essas drogas lícitas ele não teria morrido. [Sabino] vai responder em liberdade porque a pena é de detenção de um a três anos", disse. Ele afirmou que o médico não pediu que o lutador fosse transferido para hospital. "Se tivesse pedido, nós o levaríamos para um pronto-socorro", disse, citando a lei de execuções penais.

Com informações do Portal de Notícias G1.

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